
E quantas vezes você quis gritar e teve que permanecer calada para ninguém saber como você está se sentindo?

E se eu não quiser deixar você ir embora?

Posso ser tola por ter acreditado em você, nas suas promessas e nos planos que fizemos juntos, mas eu te amei e quem ama não tem noção do que acontece no resto do mundo e só se importa em ver a pessoa amada feliz. Foi o que eu fiz, apenas me importei em te fazer feliz e agora você foi embora e eu estou aqui tentando achar uma razão para sorrir.

Sinto saudades do seu olhar, do seu cheiro que ficava em mim após o seu abraço apertado que eu gostava tanto. Sinto saudades do seu sorriso tímido e ao mesmo tempo safado, saudades daquelas suas piadas comigo, que mesmo sendo contra mim eu ria delas. Saudades da sua voz, do seu silêncio. Sinto saudades até do seu jeito de andar, do jeito que falava comigo. Saudades do jeito que me tratava, como uma princesa. Saudades das suas promessas, até mesmo das não cumpridas. Saudades das mensagens no celular, da sua preocupação comigo. Tenho saudades de você e de como você era. A saudade dói e essa dor foi a única coisa que você deixou comigo, mas se eu tenho saudades é porque existiu e eu não consegui esquecer, mesmo tentando.

Meu olhar diz tudo que eu não consigo falar pra você.

Milhares de vozes na multidão e apenas o seu silêncio me perturba.

Teu sorriso vale mais do que qualquer riqueza do mundo.

Acreditei em suas palavras falsas, acreditei nas suas ilusões, acreditei no seu “amor”, se é que pode ser chamado assim. Acreditei em você, e o pior de tudo: amei você. Me enganou, me iludiu, me fez sofrer da maneira mais cruel, me desprezando, agora só desejo que permaneça assim, bem longe de mim.

Eu nem imagino viver em um mundo em que você não exista.

Por que nos apaixonamos tão fácil? Por que nos iludimos com palavras que no fundo não significam nada? Por que nos importamos com pessoas que nem notam nossa presença?
Devia ter te amado menos, me importado menos, me iludido menos, chorado menos. Quem sabe hoje estaria mais feliz.

Não quero que vá, mas não vou te obrigar a ficar.